quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Uma sombra mansa

"Só tu escurinha,
É quem tá faltando
No meu barracão
Deixa disso bobinha,
Só nessa vidinha levando a pior
Vem comigo,
Eu te levo pro samba,
Te ensino a ser bamba,
Te faço a maior! "



Porque ele não vem?!
Porque ele não chega e diz: Vem escurinha!
Meu bem, eu amo como poucas amaram.
Sim, amor!
Talvez seja esse o sentimento, a doença.
Não queria que os holofotes o mostrassem.
Queria ele na parte sem destaque.
Na parte esquecida, adormecida...
Ainda que seja sonho,
Ainda que eu diga pra mim mesma que nunca irá acontecer,
Eu me impregno desse amor,
Deixo que de mim faça parte,
E amo só por amar.
Amo sem querer receber.
Desejo o indesejável.
Almejo um sonho de verão.
Algo Clarissa, sultil e explorador.
Faço de mim uma novela de Manoel Carlos,
Um filme Almodóvar,
Um poema simbolista.
Existe dois caminhos,
Duas figuras
E uma vontade; a de não sentir vontade.



Aos amigos um abraço

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